
Com celebridades da vez (Gerárd Butler de 300 e PS Eu Te Amo e Jean Pierre Cassel), Princesas russas, milionários americanos, casais top gays ingleses, high society de todos os estados, anônimos e fantasiados, o tradicional hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, realizou seu baile da gala para marcar a abertura oficial do Carnaval carioca. O clime era de puro erotismo carioca misturado com La Dolce Vita de Fellini e até um pouco de Calígula de Tinto Brass! Nunca se viu nada tão lúdico.
O décor espetacular de Zeca Marques desta vez teve o tema Papillon e a canção tema foi cantada por Eliana Pittman, a voz do Copa, como definiu em sua coluna Hildegard Angel. Tons de vermelho, borboletas gigantes, luz difusa, lustres de cristal e luz de velas em todas as direções.
Em substituição, a atriz Rita Guedes, afastada das novelas há mais de dois anos, a Miss Brasil 2008, Natália Anderle, e o apresentador Amir Khader. A estrela da noite, com Eliana Pittman, foi a atriz Guilhermina Guinle, neta do fundador do Copa, coroada rainha do baile.
Entre os convidados, alguns chegaram a pagar mais de R$ 1, 5 mil pelo convite, que dava direito a coquetel e jantar fartos - com lagostas, saumon fumé, ostras, camarões e bacalhau - e a champanhe e uísque à vontade. Os ânimos se exaltaram. Canja de galinha e massas a partir da 4h da manhã para acalmar os nervos e a libido.
Guilhermina deixou a festa por volta das 3h40 da madrugada, horário em que o apresentador Amaury Jr. ainda gravava flashes para seu programa FLASH (que teve alto índice de IBOPE em todo país) e era paparicado por convidados (de sampa Helena Mottin, Rosi Verdi, Lucila Diniz e muitos mais). Belas mulheres, smokings Armani, a desconhecida e linda Miss Mundo Internacional 2009, Luciana Bertolini, e o cabeleireiro de celebridades em Brasília, Carlinhos Beauty, exagerando na frescura e afetação completaram a festa. A travesti Sheila vestia um vestido cravejado em cristais Swarowsky que custou cerca de 25 mil reais. Era possível encontrar personagens como Adele Fátima, a mulata do cult-trash Histórias que as Nossas Babás Não Contavam, que em 1979 levou 2 milhões de brasileiros ao delírio. Ela, uma doçura, nem lembra do filmeco, cujo galã era Denis Derkian e produção de Massaini. E assim, mais 2 mil histórias para os 2 mil convidados.
Um porém: no início da celebração, diversos convidados reclamaram da demora em entrar no Copa. A fila para checagem de convites e cortesias dava voltas e descia a rua lateral ao hotel. Os seguranças afirmaram que nunca haviam visto nada igual.Mas o privililégio dionísico da festa compensou a espera. Com seus excessos, seu luxo enebriante, suas toneladas de alimentos e bebidas, seus personagens surreais e tão faiscantes - e por vezes, fascinantes, a máxima se repete: Não há no país festa como a do Copa! Coisas de Brasil!






























