
RECADO DE ELIZABETH TAYLOR PARA MÔNICA MARTELLI:”CASAR É COMIGO MESMO”
Ao assistir o espetáculo ora em cartaz em São Paulo no Teatro Frei
Caneca, ao ver a excelente atriz Mônica Martelli desfilar as desditas e desventuras amorosas de Fernanda, a personagem da peça, lembrei-me de outra atriz que nunca teve problemas com o casamento na vida real.
Fernanda, no desespero de casar, se envolve com vários homens que acabam desapontando a balzaqueana (ainda usam este termo?), pois na hora de falar em casamento, após uma bela noite de amor, desaparecem, deixando-a na mão.
Durante o espetáculo, a cada novo caso de Fernanda, veio à minha mente a figura de Elizabeth Taylor, a maravilhosa Elizabeth Taylor, que aos 78 anos vê os jornais anunciarem seu nono casamento com Jason Winters, de 49 anos, que no momento é o namorado de plantão da diva.
A noticia saiu no US Weekly, mas Miss Taylor se apressou em desmentir (o que na linguagem de Hollyvood, vai acontecer mesmo): “Os rumores sobre o meu noivado simplesmente não são verdade. Jason é meu empresário e querido amigo e eu o amo com todo coração”, postou em seu microblog.
Todos os casamentos de Elizabeth Taylor foram rumorosos e alimentaram fofocas nas Caras da vida e nos tablóides sensacionalistas da Inglaterra (país onde nasceu) e dos Estados Unidos (onde vive há´mais de 60 anos).


Os mais ruidosos foram os dois casamentos com Richard Burton, o roubo de Eddie Fisher (que deixou sua melhor amiga Debbie Reynolds chupando o dedo), e o mais sólido, interrompido por um acidente aéreo que vitimou o produtor Michael Todd.
Autora do texto e intérprete do monologo, repleto de lugares comuns que ganham vida e profundidade ao ser analisado frente à uma platéia que faz o papel de companheiros de análise, Mônica Martelli desponta como uma atriz talentosa, com um jogo de cena incrível, movendo-se no palco com desenvoltura e elegância, com a graça de uma gazela (aposto que ela estudou ballet e já desfilou como top model).
Ao final do espetáculo, agradecendo os merecidos aplausos, uma confissão.O texto não é autobiográfico, nem Mônica tem as agruras de Fernanda, pois é bem casada, tem um filho lindo.

Gostei do papo final quando ela agradeceu a todos os colaboradores e profissionais que a ajudaram a montar o espetáculo e fez questão de citar a assessoria de imprensa (Selma Morente e Célia Forte), que muitas vezes carregam o espetáculo nas costas e acabam ignorados pelos produtores.
“Os homens são de Marte...e é para lá que eu vou!” ficou dois anos em cartaz no Teatro Procópio Ferreira (há duzentos metros de onde eu morava) e foi visto por 180.000 paulistanos, menos eu.
Quando saiu de cartaz, ouvi tanto boca a boca, tantos elogios, que me arrependi de não ter assistido. Agora na volta ao cartaz me redimi e fui assistir. Recomendo efusivamente. Mesmo as mulheres bem casadas, que enfrentaram o altar ainda novinhas acabarão gostando da angústia de uma mulher de mais de trinta que não consegue achar a sua metade certa da laranja....
mkus@uol.com.br